[Entomofungo-l] Opinião de todos!

A. Batista Filho batistaf em dglnet.com.br
Sábado Abril 25 19:06:41 BRT 2009


Caros Membros da Rede Entomofungo,

Como bem colocado pelo colega Pedro Neves qualquer processo de certificação não substitui a obrigatoriedade do registro junto aos orgãos federais  competentes. Dessa forma entendo que na hipótese de concluirmos um protocolo de certificação e junto com este não constar a necessidade do produto estar legalmente estabelecido no mercado, ou seja, registrado, estaremos contribuindo para uma situação irregular. Também entendo que certificar ou no caso mais profundo, "acreditar", não seja tarefa de instituições oficiais e sim colaborar no processo. Para efeito prática existem as empresas devidamente registradas junto ao INMETRO que avaliam processos de gestão, boas práticas de fabricação e BPL. Claro que é possível uma certificação com escopo limitado mas dificil seria, como já bem falado, a fiscalização, haja visto não ser de nossa competência.
Nesta oportunidade, em minha opinião, seria mais produtivo focarmos um protocolo para a pesquisa e desenvolvimento quanto ao testes quali-quantitativos. Acertado o procedimento teríamos um protocolo que poderia ser transferido para as empresas que desejassem adotá-lo. Creio que assim teríamos uma sequência de trabalho com menores traumas.
Transmito esta visão para que os colegas avaliem e se manifestem.

Abs.

A. Batista Filho
Instituto Biológico
 
  ----- Original Message ----- 
  From: Pedro Neves 
  To: José Eduardo Marcondes de Almeida ; entomofungo-l em rumba.ufla.br 
  Sent: Friday, April 24, 2009 10:32 AM
  Subject: Re: [Entomofungo-l] Opinião de todos!


  Prezados colegas

   

  Tenho acompanhado a discussão muito interessante sobre os protocolos e metodologias.

   

  Primeiro gostaria de verem esclarecidas algumas dúvidas que acredito básicas e que vão, a meu ver, orientar a nossa discussão:

   

  -       Nós vamos certificar o que as empresas/associação dizem de seus produtos ou vamos fiscalizar o que está no mercado? A meu ver são coisas completamente diferentes. A certificação seria feita mediante uma solicitação da empresa ou da ABCbio e deveria ser paga pela mesma. Neste caso o que a ABCbio irá  colocar no produto, o seu selo, a sua certificação?? O que será avaliado para certificar?? Somente viabilidade e quantidade de conídios ou outros parâmetros importantes? No caso de fiscalizar acredito que não podemos fazê-lo, pois esse poder é e deve ser exercido pelos órgãos reguladores do governo. Além disso, não temos estrutura para fiscalizar. Tanto para a certificação quanto para a fiscalização, acredito que um laudo de uma instituição de ensino ou pesquisa não pode e não deve substituir um registro no ministério. Também, até que ponto o laudo da ABCbio ou de outra instituição pode contribuir para que ocorra uma "fuga" do registro? Assim, a meu ver é um aspecto político/legal que temos que considerar. 

   

  -       Um outro aspecto político e também minha dúvida, é se a nossa função vai ser de orientar/assessorar as empresas/associação estabelecendo procedimentos e metodologias a serem empregadas, seguindo normatização oficial e fiscalizado pelo governo ou pela ABCbio. Neste caso, os procedimentos ou metodologias deveriam abranger toda a cadeia produtiva do fungo, inclusive nos aspectos não só de viabilidade e concentração, mas também outros parâmetros importantes como contaminação e características físico-químicas, entre outras. Para isso tem que haver uma cooperação entre as empresas/associação e a entomofungo. 

   

  Consultei o site da ABIC (http://www.abic.com.br/) e, guardadas as devidas proporções, acho que a ABCbio terá um papel próximo ou igual ao da ABIC e provavelmente de outras associações.

   

  Também acho que temos que ter uma posição de aliados das empresas sérias. A meu ver, o CM por fungos somente irá se desenvolver se houver uma sintonia fina entre o setor produtivo e o setor de pesquisa e desenvolvimento. Neste caso, poderemos até estudar demandas das associações/empresas para assuntos que são gargalos no processo produtivo como já é feito por algumas, em convênios específicos com instituições. Acredito que o nosso principal objetivo é o de trazer as empresas para a legalidade (registro)  através de tecnologias de produção e metodologias de controle e aferição de qualidade. Neste caso, os aspectos técnicos são secundários. Quando digo secundários não significa que sejam sem importância, mas que seriam tratados posteriormente, depois de resolvidas e avaliadas as demandas. Por exemplo, o desenvolvimento de um protocolo para avaliar a qualidade-quantidade de um produto deve ser para a empresa usar na sua rotina ou para uma certificação? A meu ver são procedimentos com diferentes complexidades e assim metodologias diferentes. A ABCbio vai solicitar uma certificação ou um laudo onde iremos qualificar o produto. Na minha percepção a certificação vai "certificar" se o produto está de acordo com o que diz no rótulo. Já um laudo quali-quantitativo vai e pode dizer sobre a qualidade do produto. A meu ver não termos sucesso se quisermos qualificar os produtos mas sim se quisermos certificar .

   

  Posto isto pessoal acho que os aspetos técnicos poderão fluir de forma mais dinâmica depois de sabermos ao certo o que estamos querendo e para onde estamos indo. Desculpem mas isso para mim não ficou ainda claro!!! 

   

  Este é o meu ponto de vista e acredito que a discussão deve começar por aí. Desculpem, mas do jeito que está, estamos misturando as coisas e colocando o carro na frente dos bois.

   

  Deste modo, sugiro que o Rogério faça esta ponte entre a entomofungo e a ABCbio/empresas por ter estado até recentemente numa das empresas mais sérias na produção de fungos entomopatogênicos e, a meu ver, conhecer como ninguém os dois lados inclusive, se não me engano, participando da fundação da ABCbio. Entretanto, isto é somente uma sugestão (sem consultar o Rogério) e claro que outros poderão e deverão participar desta linha de frente com as empresas. Sugiro que as pessoas se candidatem a participar dos diferentes processos/etapas em todas as discussões.

   

  Com relação aos aspetos técnicos tenho várias sugestões/dúvidas que somente colocarei quando definido o que será realmente feito pela entomofungo.

   

  Um abraço a todos.

   

  Pedro

    ----- Original Message ----- 
    From: José Eduardo Marcondes de Almeida 
    To: entomofungo-l em rumba.ufla.br 
    Sent: Friday, April 24, 2009 8:55 AM
    Subject: [Entomofungo-l] Opinião de todos!


    Ótimo! Precisamos das mais diversas opiniões para fecharmos essas questões sobre a viabilidade e assim, todos conversarem sobre o mesmo tipo de análise. Padronizarmos mesmo.

    Vamos lá pessoal, tentem pensar por alguns minutos e escreverem suas opiniões, pois dessa forma estaremos nos fortalecendo como pesquisadores e ajudando o controle microbiano no Brasil e América Latina. À medida que as discussões avançarem, vou colocando os pontos comuns para então fecharmos as discussões. Pode demorar um pouco, mas é assim mesmo, não podemos desanimar.

    Um abraço

     

     

    JOSÉ EDUARDO MARCONDES DE ALMEIDA

    Engo. Agrônomo - Dr em Entomologia

    Pesquisador Científico

    Instituto Biológico

    Centro Experimental - Lab. de Controle Biológico

    Rod. Heitor Penteado, km 3 

    Caixa Postal 70 

    Campinas-SP CEP 13001-970

    Fone/fax: + 55 19 3252 2942

    www.biologico.sp.gov.br

     

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