[Entomofungo-l] Opinião de todos!
Pedro Neves
pedroneves em uel.br
Sexta Abril 24 10:32:25 BRT 2009
Prezados colegas
Tenho acompanhado a discussão muito interessante sobre os protocolos e metodologias.
Primeiro gostaria de verem esclarecidas algumas dúvidas que acredito básicas e que vão, a meu ver, orientar a nossa discussão:
- Nós vamos certificar o que as empresas/associação dizem de seus produtos ou vamos fiscalizar o que está no mercado? A meu ver são coisas completamente diferentes. A certificação seria feita mediante uma solicitação da empresa ou da ABCbio e deveria ser paga pela mesma. Neste caso o que a ABCbio irá colocar no produto, o seu selo, a sua certificação?? O que será avaliado para certificar?? Somente viabilidade e quantidade de conídios ou outros parâmetros importantes? No caso de fiscalizar acredito que não podemos fazê-lo, pois esse poder é e deve ser exercido pelos órgãos reguladores do governo. Além disso, não temos estrutura para fiscalizar. Tanto para a certificação quanto para a fiscalização, acredito que um laudo de uma instituição de ensino ou pesquisa não pode e não deve substituir um registro no ministério. Também, até que ponto o laudo da ABCbio ou de outra instituição pode contribuir para que ocorra uma "fuga" do registro? Assim, a meu ver é um aspecto político/legal que temos que considerar.
- Um outro aspecto político e também minha dúvida, é se a nossa função vai ser de orientar/assessorar as empresas/associação estabelecendo procedimentos e metodologias a serem empregadas, seguindo normatização oficial e fiscalizado pelo governo ou pela ABCbio. Neste caso, os procedimentos ou metodologias deveriam abranger toda a cadeia produtiva do fungo, inclusive nos aspectos não só de viabilidade e concentração, mas também outros parâmetros importantes como contaminação e características físico-químicas, entre outras. Para isso tem que haver uma cooperação entre as empresas/associação e a entomofungo.
Consultei o site da ABIC (http://www.abic.com.br/) e, guardadas as devidas proporções, acho que a ABCbio terá um papel próximo ou igual ao da ABIC e provavelmente de outras associações.
Também acho que temos que ter uma posição de aliados das empresas sérias. A meu ver, o CM por fungos somente irá se desenvolver se houver uma sintonia fina entre o setor produtivo e o setor de pesquisa e desenvolvimento. Neste caso, poderemos até estudar demandas das associações/empresas para assuntos que são gargalos no processo produtivo como já é feito por algumas, em convênios específicos com instituições. Acredito que o nosso principal objetivo é o de trazer as empresas para a legalidade (registro) através de tecnologias de produção e metodologias de controle e aferição de qualidade. Neste caso, os aspectos técnicos são secundários. Quando digo secundários não significa que sejam sem importância, mas que seriam tratados posteriormente, depois de resolvidas e avaliadas as demandas. Por exemplo, o desenvolvimento de um protocolo para avaliar a qualidade-quantidade de um produto deve ser para a empresa usar na sua rotina ou para uma certificação? A meu ver são procedimentos com diferentes complexidades e assim metodologias diferentes. A ABCbio vai solicitar uma certificação ou um laudo onde iremos qualificar o produto. Na minha percepção a certificação vai "certificar" se o produto está de acordo com o que diz no rótulo. Já um laudo quali-quantitativo vai e pode dizer sobre a qualidade do produto. A meu ver não termos sucesso se quisermos qualificar os produtos mas sim se quisermos certificar .
Posto isto pessoal acho que os aspetos técnicos poderão fluir de forma mais dinâmica depois de sabermos ao certo o que estamos querendo e para onde estamos indo. Desculpem mas isso para mim não ficou ainda claro!!!
Este é o meu ponto de vista e acredito que a discussão deve começar por aí. Desculpem, mas do jeito que está, estamos misturando as coisas e colocando o carro na frente dos bois.
Deste modo, sugiro que o Rogério faça esta ponte entre a entomofungo e a ABCbio/empresas por ter estado até recentemente numa das empresas mais sérias na produção de fungos entomopatogênicos e, a meu ver, conhecer como ninguém os dois lados inclusive, se não me engano, participando da fundação da ABCbio. Entretanto, isto é somente uma sugestão (sem consultar o Rogério) e claro que outros poderão e deverão participar desta linha de frente com as empresas. Sugiro que as pessoas se candidatem a participar dos diferentes processos/etapas em todas as discussões.
Com relação aos aspetos técnicos tenho várias sugestões/dúvidas que somente colocarei quando definido o que será realmente feito pela entomofungo.
Um abraço a todos.
Pedro
----- Original Message -----
From: José Eduardo Marcondes de Almeida
To: entomofungo-l em rumba.ufla.br
Sent: Friday, April 24, 2009 8:55 AM
Subject: [Entomofungo-l] Opinião de todos!
Ótimo! Precisamos das mais diversas opiniões para fecharmos essas questões sobre a viabilidade e assim, todos conversarem sobre o mesmo tipo de análise. Padronizarmos mesmo.
Vamos lá pessoal, tentem pensar por alguns minutos e escreverem suas opiniões, pois dessa forma estaremos nos fortalecendo como pesquisadores e ajudando o controle microbiano no Brasil e América Latina. À medida que as discussões avançarem, vou colocando os pontos comuns para então fecharmos as discussões. Pode demorar um pouco, mas é assim mesmo, não podemos desanimar.
Um abraço
JOSÉ EDUARDO MARCONDES DE ALMEIDA
Engo. Agrônomo - Dr em Entomologia
Pesquisador Científico
Instituto Biológico
Centro Experimental - Lab. de Controle Biológico
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